As lâmpadas incandescentes morreram, e agora?

As lâmpadas incandescentes foram inventadas por Thomas Edison (1847 – 1931), dentre outros inventos, no final do século XIX, e tiveram seu fim declarado depois de 137 anos, pelo menos no Brasil.

Muito populares, estas lâmpadas no entanto, são péssimas no aproveitamento de energia. A luz da lâmpada incandescente vem da propriedade física do filamento de se incandescer quando uma corrente elétrica passa por ele, porém o rendimento energético é mínimo. Apenas o equivalente a 5% da energia elétrica consumida é transformado em luz, os outros 95% são transformados em calor, motivo pelo qual o mundo inteiro já aboliu esse tipo de lâmpada.

Desde o dia 1º. de julho de 2015 as lâmpadas incandescentes de 60W, as mais comuns, foram proibidas de serem fabricadas e importadas e 2016 foi a data estipulada para que deixassem de existir definitivamente (todas as potências). Já é bem difícil encontrá-las no mercado e o comércio deverá terminar com seus estoques ainda em 2017.

Mas ainda fica uma pergunta para muitos: como substituir essas lâmpadas, que são as mais baratas? Conheça abaixo as novas alternativas para iluminar sua casa.

Equivalências entre uma lâmpada incandescente, fluorescente compacta e LED. Foto: divulgação Avant

Lâmpadas Halógenas: pelo menos 40% mais eficientes e duram 2.000 horas. São muito usadas nos faróis de automóveis.

Lâmpadas Fluorescentes Compactas (ou ainda, Lâmpadas Eletrônicas): São lâmpadas fluorescentes tubulares curvadas e dobradas para se encaixar nos locais das lâmpadas comuns e o reator fica na base da lâmpada. No quesito eficiência, elas consomem entre 1/5 e 1/3 de energia para produzir a mesma luz.

Lâmpadas de LED (Diodo Emissor de Luz): Devido a versatilidade, podem ser usadas para uso geral ou para fins específicos. Em relação às lâmpadas fluorescentes, as vantagens são de não conter Mercúrio, funcionam em qualquer temperatura, possuem vida útil extremamente longa, não são afetadas pelo “liga-e-desliga”, não possuem vidro para quebrar, não emitem raios UV que desbotam materiais coloridos. Lâmpadas de LED quase não emitem calor e podem ser usadas tanto como multidirecionais quanto unidirecionais, eliminando a utilização de espelhos refletores. Duram até 25 mil horas.

Indução Magnética: Muito raras no mercado, utilizam um campo magnético para induzir o metal mercúrio a emitir luz UV, que é convertida para a luz visível com a utilização de revestimento de fósforo. Duram até 15 mil horas e produzem mais de 60 lúmens por watt.

Os padrões de plugues e tomadas do mundo

As tomadas, e consequentemente os plugues, permitem que equipamentos elétricos sejam conectados à corrente alternada. Eles se diferencial pela tensão (voltagem), pela corrente (amperagem), pelo formato, tamanho e tipo de conectores. Os tipos usados em cada país são definidos por seus padrões nacionais, alguns listados na Comissão Internacional Eletrotécnica (IEC) no relatório técnico TR 60083 (em inglês), Plugues e tomadas para uso doméstico geral em países membros da IEC.

Começou-se a utilizar nos anos 1880, para substituir conexões diretas às instalações elétricas, com isso obteve-se mais conveniência – afinal um equipamento poderia ser ligado em mais de um lugar – e segurança. Hoje há 22 tipos diferentes de tomadas e alguns tipos obsoletos ainda são encontrados em construções mais antigas.

Há também tomadas multi-padrão (mais de um padrão na mesma tomada), adaptadores (improvisados ou não, aprovados ou não) que provavelmente não oferecem o mesmo nível de segurança de um conector padrão.

Quais são esses padrões então:

  • Brasil (IEC 60906-1 (NBR 14136) (Type N)

File:Tomada Brasileira - IEC 60906-1 20A, 250V.JPG

Criado em 1986 pela IEC para ser utilizado como padrão na comunidade europeia, foi deixado “em espera” em meados dos anos 1990.

Usado compulsoriamente desde 2010, é muito semelhante ao padrão Suíço (mais abaixo) e possui dois tipos: 10A com pino de 4mm de diâmetro e o 20A com pino de 4,8mm de diâmetro.

Também é utilizado na África do Sul

  • Argentina (IRAM 2073 e 2071 (10 A/250 V)) (Type I) e Austrália, Nova Zelândia, Fiji, Tonga, Ilhas Salomão, Papua Nova Guiné e China (
  • AS/NZS 3112 (Australásia 10 A/240 V)) (Type I)

     

    image
Também utilizado no Brasil para ligações principalmente de ar condicionado, lava-louças e fornos, é um plugue que permite que se utilize correntes mais altas, com variantes de até 32A

 

  • Grã-Bretanha
    • BS 546 (Entrando em desuso)

       

      BS-546-3-pin-plugs-4.jpg

      BS 1363 (Type G)

      Também usado na Irlanda, Hong Kong, Malta, Chipre, Malásia, Cingapura, Arábia Saudita e alguns outros países, é o mais comum dos padrões britânicos

      O fato curioso é que o conector possui um fusível de proteção:

       

      Examples of rewireable, and moulded on plugs

      BS 4573 (Barbeadores)

      Usado quase que exclusivamente em banheiros, são compatíveis com o EuroPlugue

  • EuroPlugue

File:Euro-Flachstecker 2.jpg

Dois pinos de 4mm de diâmetro distantes 19mm, ausência de aterramento é o plugue mais popular ainda utilizado. Ele é compatível com o padrão brasileiro e é além de padrão europeu é usado também no oriente médio (Irã), na maioria das nações africanas, na América do Sul (Chile, Argentina, Peru e Bolívia, além do Brasil), Ásia (Índia, Bangladesh, Sri Lanka, Indonésia, Paquistão e Coréia do Sul) bem como na Rússia e as antigas repúblicas soviéticas, como Ucrânia, Armênia, Geórgia e muitos outros países. Também é usado em conjunto com o BS1363 em muitos países, particularmente em países que foram colônias britânicas.

 

Continuamos amanhã!

Evite acidentes elétricos

Uma pesquisa realizada pelo Programa Casa Segura traçou o perfil do consumidor de materiais de construção, constatando que 80% das casas recém-construídas não tem aterramento (sistema que elimina as fugas de energia e protege os usuários de um possível choque elétrico) adequado e não atendem às normas de segurança nas instalações elétricas.

Os dados levantados também mostram que 53% dos entrevistados não fizeram projeto elétrico, justificando que é muito caro.

PERIGO – Não coloque a sua família em risco. Contrate um especialista

 

O levantamento foi feito na grande São Paulo, porém vale como alerta. De acordo com o engenheiro eletricista Sidney Guerra, os projetos são feitos, porém na maioria das vezes não saem do papel.

“Os projetos devem ser apresentados na prefeitura antes do início da construção da obra, mas nem sempre o proprietário contrata um profissional habilitado para acompanhar o trabalho”, explica o engenheiro, acrescentando que é muito comum chegar em uma obra pequena, normalmente residencial, e não encontrar o engenheiro responsável pelo serviço.

ATERRAMENTO

“O sistema de aterramento consiste em uma viga cravada na terra que é conectada a um fio, geralmente de cor verde e amarela, que percorre toda a casa. Ele tem como objetivo
diminuir a variação de tensão de uma rede elétrica, eliminar as fugas de energia e proteger os usuários de um possível choque elétrico.”

Segundo Guerra, falta fiscalização e também a conscientização dos proprietários, já que instalações elétricas incorretas e falta de aterramento, por exemplo, podem causar sérios problemas.

“As pessoas querem economizar e não cumprem as normas estabelecidas nos projetos e na legislação”.

O não cumprimento das normas pode causar choque elétrico, curto-circuito e ainda o superaquecimento, que acontece quando a fiação é mal instalada ou mal projetada, podendo resultar em incêndio.

As principais irregularidades dos projetos elétricos, segundo Guerra, são a fiação mal instalada, falta de dispositivos de segurança e falta de aterramento ou aterramento mal feito.

Eletroeletrônicos
Com o aumento do uso de eletroeletrônicos aumenta o consumo de energia e também os riscos de acidentes com eletricidade.

CUIDADOS

“Quando for trocar uma lâmpada, desligue o disjuntor; Não sobrecarregue as instalações elétricas; Nunca coloque mais de dois aparelhos elétricos em uma
só tomada; Evite o uso de “Ts”; Ligue o fio terra em qualquer equipamento elétrico; Use dispositivos de segurança nas tomadas e não deixe aparelhos
elétricos ao alcance das crianças; Leia atentamente as instruções
do fabricante ao instalar aparelhos elétricos; Limpe os eletrodomésticos só depois de retirá-los da tomada.”

Para adequar as instalações elétricas dos imóveis antigos à nova demanda e realidade, é preciso solicitar o serviço de um engenheiro eletricista que fará o levantamento do que já existe e realizar um trabalho de readequação das instalações.

“Normalmente nas casas antigas, os disjuntores ainda são aqueles do modelo americano que nãos são mais utilizados no Brasil. A legislação determina que sejam utilizados os disjuntores europeus”, exemplifica Guerra.

Além dos disjuntores, é necessário verificar toda a fiação e fazer o aterramento, caso o mesmo ainda não tenha sido providenciado.

Custo do projeto
De acordo com o engenheiro eletricista André Felix, o principal problema não está no preço dos projeto e sim na cultura da população que não visualiza os benefícios provenientes da contratação de uma empresa e/ou profissionais de engenharia que prestam este tipo de serviço.

“Um projeto elétrico bem elaborado acarreta racionalização dos custos de materiais, otimização na execução dos serviços, dimensionamentos correto de máquinas e equipamentos, entre outras vantagens que no final das contas irão agregar na redução de custos totais da obra, além da certeza que a instalação estará dentro dos padrões estabelecidos nas Normas Técnicas Brasileiras”, reforça ele.

Felix ressalta que a energia elétrica é muito perigosa e o profissional de engenharia agrega na elaboração do projeto a proteção não só dos equipamentos, mas “a segurança de pessoas que interagem direta ou indiretamente com o sistema elétrico”.

(fonte: odiario.com)